“O Intruso” é o mais novo longa-metragem do provocativo e ousado diretor canadense Bruce LaBruce — conhecido por suas obras que exploram a sexualidade, política e cultura punk — já em cartaz nos cinemas brasileiros desde o dia 20 de fevereiro com distribuição da Imovision.
Em “O Intruso“, um refugiado se disfarça de sem-teto. Ele visita uma casa de classe alta, faz amizade com a empregada e interage com membros da família, provocando despertares espirituais.
Em toda minha carreira no jornalismo cultural — completo vinte anos na área em 2025 — eu nunca tinha escrito sobre algo tão sexualmente explícito.
Não estava ciente de que este filme era uma refilmagem de outro trabalho do diretor italiano Pier Paolo Pasolini, descobri isso apenas após assistir. Portanto, ao assistir, eu realmente absorvi tudo como uma sátira de ficção científica sobre o racismo contra imigrantes, uma espécie de comédia de esquetes, incesto e fetiche pornô, um filme de arte gay.
Humor, sensualidade, nojo, medo, perturbação e beleza. Apenas um encantador campo minado onde todos estão dançando. É fascinante como Bruce amplia o conceito de pornografia e de gênero em geral. É intrigante e asqueroso que o pai tenha relações sexuais com os dois filhos, mas não com a esposa.