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O Corvo (2024) | Crítica

O remake de “O Corvo“, dirigido por Rupert Sanders, tenta modernizar o clássico cult, mas acaba sendo uma tentativa frustrada de se reinventar como um “John Wick” versão emo. O filme se esforça para capturar a escuridão e o estilo que tornaram o original tão icônico, mas falha em quase todos os aspectos, resultando em uma narrativa superficial e desarticulada.

Logo de início, o filme apresenta uma trama que demora a ganhar ritmo. Ao invés de uma construção gradual de tensão e emoção, somos apresentados a uma história que se arrasta, com personagens cuja profundidade emocional é praticamente inexistente. A relação central, que deveria ser o motor da vingança de Eric Draven, é construída de forma apressada e sem qualquer verossimilhança.

Um relacionamento de uma semana é forçado a sustentar uma narrativa de vingança visceral, mas a falta de desenvolvimento torna essa premissa difícil de comprar. Sanders perde a oportunidade de criar uma conexão emocional significativa, algo que poderia ter elevado a trama e dado peso às ações dos personagens. Mesmo nas cenas de ação, onde o filme poderia compensar suas falhas narrativas, a execução deixa a desejar.

O trailer vende uma promessa de brutalidade e coreografias intensas, mas o que se vê na tela são sequências esparsas e sem o impacto necessário para prender a atenção do público. Com apenas duas cenas de ação notáveis, e uma delas durando meros 30 segundos, o filme desperdiça seu potencial de se destacar nesse aspecto. A falta de consistência e intensidade nas lutas só reforça a superficialidade geral da obra.As escolhas criativas de Sanders também são questionáveis, especialmente no que diz respeito à trilha sonora.

Há momentos em que a música parece completamente fora de sintonia com o tom da cena, como uma trilha animada tocando durante um momento que deveria ser reflexivo e sombrio. Essas decisões criativas mal direcionadas minam ainda mais a coesão do filme e dificultam a imersão do espectador.

Bill Skarsgård, que assumiu o papel de Eric Draven, claramente se esforça para trazer alguma gravidade ao filme, mas seu talento é ofuscado pela direção inconsistente e pelo roteiro fraco. Mesmo com uma performance dedicada, ele não consegue salvar “O Corvo” das falhas fundamentais que comprometem a produção como um todo. Em última análise, o remake de “O Corvo” é uma tentativa mal executada de revitalizar um clássico amado, mas que falha em capturar o espírito e a profundidade emocional do original. Com uma narrativa arrastada, personagens mal desenvolvidos, e cenas de ação que não correspondem às expectativas, o filme acaba sendo uma decepção tanto para os fãs do original quanto para novos espectadores.O remake teve distribuição nos cinemas do Brasil pela Imagem Filmes.

Gregory Rieger
Gregory Rieger
Gregory Rieger é natural de São Paulo, tem 27 anos e é criador de conteúdo digital à alguns anos.
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Com uma narrativa arrastada, personagens mal desenvolvidos, e cenas de ação que não correspondem às expectativas, o filme acaba sendo uma decepção tanto para os fãs do original quanto para novos espectadores.O Corvo (2024) | Crítica