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Entrevista: Rafa Marttinz abre coração sobre vida pessoal e conta bastidores da criação de conteúdo adulto

Em conversa conosco, o influenciador Rafa Marttinz compartilha suas experiências de vida, além de falar sobre os bastidores da criação de conteúdo adulto e o dilema das redes sociais.

“Eu acho que, como toda criança que não tem um pai presente, é mais desafiador lidar com a parte masculina da criança e dos entendimentos gerados para quem não tem um pai ou uma identidade masculina presente. Foi uma infância e adolescência conturbada, por uma questão de entendimento próprio, né? Você está crescendo como pessoa e ainda se entendendo, então tem as questões familiares, pessoais, mentais… e acho que todos temos, em diferentes níveis.

Mas eu creio que esses tipos de desafio te moldam enquanto adulto, uma pessoa que consegue aguentar mais o tranco e desenvolver sua própria vida, tanto financeiramente quanto em relacionamento e bem-estar.

Uma criança que não tem tantos desafios assim, às vezes encara os desafios enquanto adulto não sabendo lidar bem com eles. Eu sempre fui mais sozinho, permaneço mais sozinho, o que é bom e ruim, né? Tudo tem esses dois lados.

É bom ter família, pessoas que correm com você, que você tem intimidade e pode contar, ao mesmo tempo, quando você não tem, eu me vi me tornando um homem mais jovem, tenho 24 anos, eu me liguei da minha responsabilidade, que me alavancou financeiramente em comparação a muitas pessoas da minha idade.”

Como e o porque você começou a criar conteúdo para as redes?

“Qualquer coisa que faça e vá contra as expectativas, você é julgado e criticado, e assim vai. Você está exposto a julgamentos e pessoas que estão vendo sua imagem, que gostam ou não de você. Vão te julgar por detalhes, não sabem da sua vida, por 24 horas… A questão de conteúdo ocorreu há 3 anos quando eu já estudava há quase 7 anos sobre, mas nunca tive coragem de começar.

Gary Vee foi o cara que me inspirou a começar, e ele dizia que o ouro para a criação de conteúdo é a disciplina e constância, para um crescimento financeiro, de imagem ou empresa, e foi assim que eu comecei. Há três anos comecei e estou aí, todos os dias, caindo ou não caindo a conta.”

Crédito: Acervo Pessoal

“Eu comecei a criar conteúdo adulto há dois meses; eu criei há três meses, mas não tinha divulgado e não postava muitas coisas explícitas, e vendia muito caro. Já a produção de conteúdo com as meninas, no começo era com as ‘normais’, e com o tempo, para muitas meninas, veio-se a imagem de ‘putifeiro’, de ‘cachorro’… e com isso comecei a perder os contatos de mulheres normais, e começaram a vir mulheres que fazem Onlyfans, Privacy e uma ou outra eu me relacionava, não todas, mas alguma, e através desses vídeos eu comecei a crescer muito.

Tem vídeo no meu Instagram que caiu de 38 milhões de views, com 10, 20 milhões. E eu percebi que elas estavam ganhando muita grana com isso; uma colega minha chamada Martina estava tirando 600 mil por mês, entende? Eu já tenho minha empresa e vida estável, mas eu queria mudar de patamar, e já que eu estava sendo julgado e expulso das academias pelos meus vídeos, eu pensei: ‘que se foda, vou fazer dinheiro’, e daí eu abri. Meu faturamento dobrou com a criação de conteúdo adulto; eu faturava X, agora eu faturo dois a três X dependendo do mês, além das minhas rendas da minha empresa e patrocínios.”

Rafa Marttinz sobre o público LGBT+

“Eu vejo que é um público mais difícil de lidar! Na minha vida pessoal, eu tenho muitos amigos que são gays, meu dentista, amigo de infância e por assim vai, e desde sempre esse público é muito julgado e sofre um enorme preconceito. Então eu vejo que às vezes é uma dor deles, por exemplo, um cara que é hétero e usa da comunidade pra tirar grana deles os desrespeitando, então eu entendo esse julgamento deles, sabe? Eu não fico puto, não fico triste porque entendo a dor deles.

Eu sei que me dá mais retorno financeiro este público, por isso estou focado neles agora; não é do meu gosto sexual, eu me atraio por mulheres na minha vida pessoal. Mas eu entendo o julgamento e faz parte, pelos preconceitos e dores deles, mas eu espero que eles me enxerguem como um cara bacana que entende a complexidade disso.”

“Meu primeiro conteúdo sexualmente ativo foi com uma mulher trans, e o que me ajudou neste caso, além do uso de Tadalafila, foi a questão de ela ter a aparência feminina, o que me ajudou bastante. E isso é um processo de entendimento sexual; quando você começa a produzir e conhecer pessoas deste meio, você abre a mente e aprende a distinguir a gravação de um sexo da sua vida pessoal, que é por prazer, por vontade; é diferente!

Eu não consegui chegar ao ponto de fazer com um homem cis pelo ponto da feminilidade, fico com receio, mas não tenho um preconceito e uma fala de que nunca vou fazer. Pode ser que um dia eu faça, a depender da demanda; claro que eu tenho a escolha, mas se eu continuar neste público, essa hora vai chegar.

Quando você está ali gravando, está mais preocupado com a posição da câmera, como está a iluminação, as posições, mas tenho que me concentrar para não perder o ritmo e a ereção, por exemplo, às vezes chegando ao orgasmo. Com a prática, você consegue diferenciar o sexo casual de uma gravação, até com mulheres mesmo.”

Futuros projetos:

“Todo mês eu faço um sorteio para passar uma noite comigo no Privacy, tanto para um jantar, um treino ou, até, se a pessoa ficar à vontade, fazermos algo mais íntimo. Faço um sorteio com todos os assinantes e mando para o vencedor no direct do aplicativo, é bem legal. O último que fiz, gravamos um vídeo de submissão, bem bacana.

Eu também tenho, e isso é muito legal, a criação de um App espião, que só funciona para Android por enquanto, mas já estamos produzindo para Apple, onde nele você espiona tudo o que a pessoa faz pelo aparelho dela. Para batizá-lo, você vai precisar do celular e dos dados da pessoa, e ele ficará invisível no celular dela; então, ela não verá que tem o aplicativo, enquanto você acessa tudo o que a pessoa faz. Eu entrei como sócio e comecei a trabalhar nele agora.”

Henrique Venirë
Henrique Venirë
Henrique Venirë é natural de São Paulo, tem 18 anos. É criador de conteúdo desde 2022, mas em 2024 se tornou jornalista profissionalmente falando.
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